As vendas do comércio varejista subiram 1,0% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, informou nesta terça-feira, 13, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Na comparação com abril de 2016, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 1,9% em abril de 2017. Foi a primeira alta nessa base de comparação após 24 meses seguidos de queda. No entanto, o índice acumula queda de 1,6% no ano e recuou 4,6% em 12 meses.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 1,5% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. Na comparação com março de 2016, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram baixa de 0,4% em abril de 2017. Nesse confronto, as projeções variavam de uma retração de 4,40% a avanço de 0,60%, com mediana negativa em 2,85%. As vendas do comércio varejista ampliado acumularam queda de 1,8% no ano e redução de 6,3% em 12 meses.

Na passagem de março para abril de 2017, o avanço de 1,0% no comércio varejista foi acompanhado por três das oito atividades pesquisadas. A principal influência positiva foi a do setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que apresentou aumento de 0,9% nas vendas, após 6,0% de queda acumulada nos dois meses anteriores.

Em seguida, vieram as atividades Tecidos, vestuário e calçados, com alta de 3,5%, e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que subiu 10,2%. As duas atividades também registraram taxas positivas frente a março de 2017.

A pressão negativa veio dos segmentos Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,1%); Móveis e eletrodomésticos (-2,8%), Combustíveis e lubrificantes (-0,8%); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,4%). Já as vendas do setor de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,1%) ficaram estáveis em relação ao mês anterior.

Projeções. O resultado mensal veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 1,70% a alta de 1,30%, mas acima da mediana das projeções, que estava negativa de 0,65%. Na comparação anual, as projeções iam de uma retração de 3,00% a crescimento de 1,00%, com mediana negativa de 1,20%.

Fonte: Estadão

Comente aqui:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.